quinta-feira, 1 de abril de 2010

Tudo era como um grande poço de confusões, eu jamais saberia o que você realmente sentia, ou sentiu algum dia, se é que sentiu, por mim. Mas ao contrários dos pesares, eu saberia lhe responder exatamente tudo que você criou sobre mim, a posse dos meus pensamentos, até o imenso buraco lançado em meu peito, onde flutuava levemente o vazio ofuscante de quando você não estava comigo, ou de quando você me tratava mal. Nada mais importaria se você estivesse aqui. Nada. Nem as tristezas das rudes palavras que eu escutava ao longo da semana. Mate logo as ilusões, caso você não me queira, mas jamais me mate, de desgosto.

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